Nasceu sob um signo maldito, uma estrela vermelha.
Sangrou pela primeira vez aos doze anos e sentiu que ao mesmo tempo perdia algo precioso e ganhava uma vida nova.
Suas presas cresceram aos 15 e foi aí que batata frita deixou de ser sua comida favorita. Bife mal-passado, por favor. O boi mugindo, de preferência.
Não era de usar muito preto, mas também não ia sair por aí de amarelo.
Sempre achou cemitérios interessantes, pra falar a verdade, aqueles antigos com as estátuas e criptas. Mas nunca de noite, ainda lembrava como tinha ficado dias sem dormir depois de assistir Buffy.
Não adquiriu força sobre-humana ou um poder de cura, ainda sangrava se se machucava, mas o reflexo nunca sumiu do espelho.
Matou pela primeira vez aos 18. Sem querer. Ela até que gostava dele. Mas seu coração não suportou ouvir o peito vazio dela.
Sua primeira refeição humana. É, já teve melhores. Preferia um carpaccio.
Aos 20 começou a ser caçada. Passava o máximo de tempo na praia, nunca procuravam lá.
Ficou mais bronzeada que os surfistas que ela afogava.
Foi empurrada pro meio da rua por um ladrão de carteiras que fugia da polícia. O caminhão nem a viu. Sob uma estrela prateada, morreu aos vinte cinco anos.
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sexta-feira, 7 de março de 2008
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Bangue-Bangue a La Texana
Os nós dos dedos contra a madeira fazem um barulho ritmado. Quase acompanham a pianola do bar.
Jesse, the Sunset Kid tomava seu chá-mate cor-de-whiskey enquanto as moscas faziam um baile vitoriano ao redor da sua cabeça. Estão todas muito afinadas.
Ele olhou rapidamente pra trás quando ouviu a porta dupla se abrindo, então quando Pepê "El Ratón Matador" põe a mão em seu ombro pode fingir que sempre soube quem era.
-Usted y yo, isso significa eu e você, chico, lá fora, agora.
Sunset olha de soslaio o adversário antes de virar um shot do chá-whiskey.
-Vamos lá.
Pepê veste um daqueles ridiculos coletes de couro branco que andam na moda. The Kid espera poder comprar um desses um dia, mas ele quer que o seu tenha uma mancha preta, como das vacas malhadas que dão leite de chocolate.
Eles andam lá fora fingindo não querer chamar atenção. Ninguém dá muita bola mesmo, exceto as moscas. Fiéis companheiras, Sunset já deu nome pra duas ou três.
Jesse puxa dois pirulitos que estavam pendurados no cinto e oferece um para Ratón.
-É de uva?
-Não, morango.
-Aceito.
Enquanto terminam o doce conseguem puxar conversa mole. Sabe, quebrar o gelo.
-Sim, foi o White que me ensinou a tocar guitarra. Ele disse que queria contratar uma mestiça pra ficar tocando atabaque. Ele quer fazer uma versão elétrica de La Bamba. Eu disse que nunca vai dar certo.
-Guitarra elétrica? Eu prefiro meu banjo âmbar.
-É por isso que você é um caipira.
-Pelo menos eu não finjo que falo espanhol.
Os dois riram. Fecharam a cara e deram dez passos longos de distância.
-Winchester 22?
-Não quero saber de nenhuma outra.
Eles quase podem ouvir o assovio dos índios e o uivo do coiote amestrado.
-Uno... dos... tres. Fuego!
BANG!
Pepê cai com o impacto da bala. O vermelho se espalha pelo seu colete branco e pelo chão.
Jesse abre um sorriso e conta vantagem pro seu cavalo.
-Viu isso Philipe? Nem deu tempo dele atirar.
Philipe nem se dignou a responder.
The Kid anda até o caído e algo estranho acontece. Suas moscas o abandonam, pousam no peito do morto. Mas ele nem começou a cheirar cadáver. Sente um cheiro estranho, adocicado. Se abaixa e prova um pouco do sangue. Groselha.
El Ratón, El Matador, já se levantou. Pressiona seu revólver contra as costas de Jesse.
-Te peguei.
-Você atiraria num homem pelas costas, Pepê?
-Acha que vamos descobrir agora.
Jesse sentiu a pressão aumentar contra um ponto. Ele cai de joelhos e pergunta se morrer te deixa surdo, porque podia jurar que não ouviu o barulho da bala.
Se vira e vê o rosto de Pepê iluminado pelo sol com um sorriso de gato que comeu o canário. Vê seu braço em riste ainda, segurando a arma e na ponta desta um papel desenrolado, escrito "BANG!".
-Você é mesmo um engraçadinho, Rato.
-Hey, pode me chamar de O Coringa.
-Quê?
-Você ia ter que fingir saber espanhol para entender. Agora vamos, você pode tocar Lady Madona no seu banjo âmbar enquanto eu conto como atirei fora as pernas de um cara chamado Dan.
Jesse, the Sunset Kid tomava seu chá-mate cor-de-whiskey enquanto as moscas faziam um baile vitoriano ao redor da sua cabeça. Estão todas muito afinadas.
Ele olhou rapidamente pra trás quando ouviu a porta dupla se abrindo, então quando Pepê "El Ratón Matador" põe a mão em seu ombro pode fingir que sempre soube quem era.
-Usted y yo, isso significa eu e você, chico, lá fora, agora.
Sunset olha de soslaio o adversário antes de virar um shot do chá-whiskey.
-Vamos lá.
Pepê veste um daqueles ridiculos coletes de couro branco que andam na moda. The Kid espera poder comprar um desses um dia, mas ele quer que o seu tenha uma mancha preta, como das vacas malhadas que dão leite de chocolate.
Eles andam lá fora fingindo não querer chamar atenção. Ninguém dá muita bola mesmo, exceto as moscas. Fiéis companheiras, Sunset já deu nome pra duas ou três.
Jesse puxa dois pirulitos que estavam pendurados no cinto e oferece um para Ratón.
-É de uva?
-Não, morango.
-Aceito.
Enquanto terminam o doce conseguem puxar conversa mole. Sabe, quebrar o gelo.
-Sim, foi o White que me ensinou a tocar guitarra. Ele disse que queria contratar uma mestiça pra ficar tocando atabaque. Ele quer fazer uma versão elétrica de La Bamba. Eu disse que nunca vai dar certo.
-Guitarra elétrica? Eu prefiro meu banjo âmbar.
-É por isso que você é um caipira.
-Pelo menos eu não finjo que falo espanhol.
Os dois riram. Fecharam a cara e deram dez passos longos de distância.
-Winchester 22?
-Não quero saber de nenhuma outra.
Eles quase podem ouvir o assovio dos índios e o uivo do coiote amestrado.
-Uno... dos... tres. Fuego!
BANG!
Pepê cai com o impacto da bala. O vermelho se espalha pelo seu colete branco e pelo chão.
Jesse abre um sorriso e conta vantagem pro seu cavalo.
-Viu isso Philipe? Nem deu tempo dele atirar.
Philipe nem se dignou a responder.
The Kid anda até o caído e algo estranho acontece. Suas moscas o abandonam, pousam no peito do morto. Mas ele nem começou a cheirar cadáver. Sente um cheiro estranho, adocicado. Se abaixa e prova um pouco do sangue. Groselha.
El Ratón, El Matador, já se levantou. Pressiona seu revólver contra as costas de Jesse.
-Te peguei.
-Você atiraria num homem pelas costas, Pepê?
-Acha que vamos descobrir agora.
Jesse sentiu a pressão aumentar contra um ponto. Ele cai de joelhos e pergunta se morrer te deixa surdo, porque podia jurar que não ouviu o barulho da bala.
Se vira e vê o rosto de Pepê iluminado pelo sol com um sorriso de gato que comeu o canário. Vê seu braço em riste ainda, segurando a arma e na ponta desta um papel desenrolado, escrito "BANG!".
-Você é mesmo um engraçadinho, Rato.
-Hey, pode me chamar de O Coringa.
-Quê?
-Você ia ter que fingir saber espanhol para entender. Agora vamos, você pode tocar Lady Madona no seu banjo âmbar enquanto eu conto como atirei fora as pernas de um cara chamado Dan.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
You´re so beautiful, it hurts to look at you
A cada segundo o horizonte se aproxima. Evidentemente um dia ele vai acabar. No momento o importante é o quanto ele brilha. A quanto tempo começou a caçada? Impossível se lembrar.
O mundo pega fogo como se voltasse a uma condição primitiva. A risada ecoa pela cabeça de todos, mas não chega a ser ouvida.
Um dia, olhando por cima do ombro esquerdo, é natural se recordar de uma ternura envolvendo seu corpo. Alguém imprescindível demais pra ser esquecido. A vontade que se tem é de entrar naquele sonho infinito. A fuga é querida.
O céu também fica mais próximo, como que se preparasse para um beijo. Interessante, a impressão que se tinha é que ele era definitivamente inalcançavel.
É decepcionante o fato que de repente é tudo tão fácil? Um suspiro que balança o corpo todo, folhas de salgueiro que cobrem o chão.
Descansando a cabeça numa pedra particularmente macia. Amanhã tudo estará terminado. Agora o confortável é cobrir-se com um edredon feito de sono e calor do sol. A satisfação de um sorriso. Amanhã
O mundo pega fogo como se voltasse a uma condição primitiva. A risada ecoa pela cabeça de todos, mas não chega a ser ouvida.
Um dia, olhando por cima do ombro esquerdo, é natural se recordar de uma ternura envolvendo seu corpo. Alguém imprescindível demais pra ser esquecido. A vontade que se tem é de entrar naquele sonho infinito. A fuga é querida.
O céu também fica mais próximo, como que se preparasse para um beijo. Interessante, a impressão que se tinha é que ele era definitivamente inalcançavel.
É decepcionante o fato que de repente é tudo tão fácil? Um suspiro que balança o corpo todo, folhas de salgueiro que cobrem o chão.
Descansando a cabeça numa pedra particularmente macia. Amanhã tudo estará terminado. Agora o confortável é cobrir-se com um edredon feito de sono e calor do sol. A satisfação de um sorriso. Amanhã
terça-feira, 31 de julho de 2007
Liberdade
Foi o boné pra trás que chamou atenção. Engraçado, nunca gostou de bonés. Sentou ao seu lado e perguntou o que fazia ali. Ele respondeu apenas com um sorriso. A chuva fazia uma melodia melancólica então teve vontade de chorar. Ele disse que quase podia sentir a brisa do mar, tirou o boné e deixou o vento afagar seus cabelos. Não pôde mais conter as lágrimas. As luzes da cidade piscavam, como se fosse um sinal. Levantou e estendeu a mão pra ele, que olhava intrigado. Seu boné, agora seguro em uma das mãos, quis rebelar-se, por isso, quase com reverência ele posicionou sobre a cabeça. Fica melhor em você, ele disse, e não concordou pois não tinha um espelho por ali. Pulou, agora tinha certeza que podia voar.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Momento geek
Alguém aí sabe como colocar google videos embed?
http://video.google.com/videoplay?docid=3081845068998899838&hl=en
"She is a genius", That´s all I´m saying...
E a guria que faz a Luna é o máximo, é muito a Luna. Ela até entrevista com aquela vozinha de louca.
"Embrace that wonderful relantionship he has with Ron and Hermione" yeah, baby! OT3!
"Get behind me" Oh, why, Daniel, when you put it that nicely.
inhá, não vou ver na estréia, to triste.
eu não sou uma pessoa muito inteligente quando eu submergo demais em harry potter.
http://video.google.com/videoplay?docid=3081845068998899838&hl=en
"She is a genius", That´s all I´m saying...
E a guria que faz a Luna é o máximo, é muito a Luna. Ela até entrevista com aquela vozinha de louca.
"Embrace that wonderful relantionship he has with Ron and Hermione" yeah, baby! OT3!
"Get behind me" Oh, why, Daniel, when you put it that nicely.
inhá, não vou ver na estréia, to triste.
eu não sou uma pessoa muito inteligente quando eu submergo demais em harry potter.
sábado, 17 de março de 2007
Retorno
Ele veio comemorar a chegada dos soldados com o povo. Mesmo com a armadura completa, a reconheceu liderando o grupo, montada no cavalo negro.
Ela apeoou e retirou o elmo. Seu cabelo, antes de um louro dourado, estava escuro, como que sujo, e batia em sua cintura.
Havia uma cicatriz infeccionada em seu rosto, um talho que atravessava sua bochecha direita. Um hematoma roxo decorava seu supercílio, seu lábio inferior estava inchado e sangrava, e uma ferocidade selvagem iluminava seus olhos.
Ela nunca lhe pareceu mais formidável.
obs: este é apenas um pequeno trecho de algo muito maior que um dia espero que venha ser.
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