Lama empapava calças escorregadias.
-Vai! Eu te dou cobertura.
Foi. E a leveza da mente naquele momento era imensurável. Sabe quando parece que seu corpo não pertence a você mesmo? Assim.
Nem ouvia mais os tiros ou sentia a chuva gelada. Escorregou no momento em que seria atingido. Sorte. A próxima bala atingiu o inimigo, seu espelho complementar.
Agarrou a placa de identificação metálica num gesto impensado. Não queria ser perder.
Continuou sua jornada, saltando sobre campos previamente floridos, gostava de margaridas. De um fôlego só, mergulhou no buraco da salvação. Olhou pra frente, cansado, e pôs-se a imaginar o resto do longo caminho, como seria possível voltar pra casa.
Se sentiu como Orfeu e teve que olhar pra trás. Encontrou olhos concentrados, uma arma em punho, ombros retesados.
Gritou:
-Vem! Eu te dou cobertura.
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domingo, 27 de abril de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
A trail for the devil to erase
Nasceu sob um signo maldito, uma estrela vermelha.
Sangrou pela primeira vez aos doze anos e sentiu que ao mesmo tempo perdia algo precioso e ganhava uma vida nova.
Suas presas cresceram aos 15 e foi aí que batata frita deixou de ser sua comida favorita. Bife mal-passado, por favor. O boi mugindo, de preferência.
Não era de usar muito preto, mas também não ia sair por aí de amarelo.
Sempre achou cemitérios interessantes, pra falar a verdade, aqueles antigos com as estátuas e criptas. Mas nunca de noite, ainda lembrava como tinha ficado dias sem dormir depois de assistir Buffy.
Não adquiriu força sobre-humana ou um poder de cura, ainda sangrava se se machucava, mas o reflexo nunca sumiu do espelho.
Matou pela primeira vez aos 18. Sem querer. Ela até que gostava dele. Mas seu coração não suportou ouvir o peito vazio dela.
Sua primeira refeição humana. É, já teve melhores. Preferia um carpaccio.
Aos 20 começou a ser caçada. Passava o máximo de tempo na praia, nunca procuravam lá.
Ficou mais bronzeada que os surfistas que ela afogava.
Foi empurrada pro meio da rua por um ladrão de carteiras que fugia da polícia. O caminhão nem a viu. Sob uma estrela prateada, morreu aos vinte cinco anos.
Sangrou pela primeira vez aos doze anos e sentiu que ao mesmo tempo perdia algo precioso e ganhava uma vida nova.
Suas presas cresceram aos 15 e foi aí que batata frita deixou de ser sua comida favorita. Bife mal-passado, por favor. O boi mugindo, de preferência.
Não era de usar muito preto, mas também não ia sair por aí de amarelo.
Sempre achou cemitérios interessantes, pra falar a verdade, aqueles antigos com as estátuas e criptas. Mas nunca de noite, ainda lembrava como tinha ficado dias sem dormir depois de assistir Buffy.
Não adquiriu força sobre-humana ou um poder de cura, ainda sangrava se se machucava, mas o reflexo nunca sumiu do espelho.
Matou pela primeira vez aos 18. Sem querer. Ela até que gostava dele. Mas seu coração não suportou ouvir o peito vazio dela.
Sua primeira refeição humana. É, já teve melhores. Preferia um carpaccio.
Aos 20 começou a ser caçada. Passava o máximo de tempo na praia, nunca procuravam lá.
Ficou mais bronzeada que os surfistas que ela afogava.
Foi empurrada pro meio da rua por um ladrão de carteiras que fugia da polícia. O caminhão nem a viu. Sob uma estrela prateada, morreu aos vinte cinco anos.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Livre Tradução
Oh, o tormento criado na raça,
o grito terrível da morte
e o pulso que bate na veia
a hemorragia que nenhum pode estancar, o luto,
a maldição que homem algum pode suportar.
Mas existe uma cura na casa
e não fora, não
não de outros mas deles,
sua conquista sangrenta. Nós cantamos para vocês
deuses negros de debaixo da terra.
Agora escutem, vocês poderes extasiados do subsolo
respondam ao chamado, mandem ajuda.
Abençoem as crianças, dê a eles triunfo agora.
O início do fim.
o grito terrível da morte
e o pulso que bate na veia
a hemorragia que nenhum pode estancar, o luto,
a maldição que homem algum pode suportar.
Mas existe uma cura na casa
e não fora, não
não de outros mas deles,
sua conquista sangrenta. Nós cantamos para vocês
deuses negros de debaixo da terra.
Agora escutem, vocês poderes extasiados do subsolo
respondam ao chamado, mandem ajuda.
Abençoem as crianças, dê a eles triunfo agora.
O início do fim.
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