terça-feira, 7 de outubro de 2008

21, and still AWESOME

Parabéns para mim! Agora eu já posso ir pra Las Vegas e aproveitar. Depois eu faço alguma coisa mais inspirada. Rockstar, fala aí!

E abaixo a música mais legal dos últimos tempos (hahahahaha):


domingo, 5 de outubro de 2008

Black Hole

Hoje eu chorei assistindo Lilo e Stitch. Mas assim, sabe, de soluço. E depois eu chorei assistindo The Office (série que eu nem sigo, assisti um ep aleatorio no FX) . Aí eu liguei pra minha mãe e chorei mais um pouco, quando ela disse que a gente vai passar as férias na praia. Eu vi a chuva caindo e chorei mais. A verdade é que a minha saudade de casa tá tão imensa que parece que eu vou quebrar, e só a ideia que eu vou passar o dia do meu aniversario aqui me deprime. Eu só, to sem animo pra nada, e quando não é isso eu tenho crises de ansiedade estranhas. Fazia muito tempo que eu não ressentia Rio Claro como eu to agora e isso não é saudavel, mas a verdade é que não posso ficar tanto tempo seguido aqui.
E tipo, eu sei que isso tá parecendo diário (ewwww!) e que ninguem tem nada a ver com isso, mas sei lá, eu sempre fico com vontade de escrever quando fico triste.

domingo, 28 de setembro de 2008

Cheiro de borracha queimada.

O calor da cidade parecia que fazia derreter. Como aquelas balas de caramelo, quando ficam muito tempo no sol. Pronto, o calor fazia as pessoas virarem caramelo.
Encostou o braço na porta de metal pra ver se esfriava. Seu suor melado fez um som úmido com o contato. Tinha muita vontade de tomar um Gatorade agora.
Quando viu aquele moço de bicicleta sentiu pena e inveja. Toda a atividade física devia ser suspensa, na sua opinião, mas pelo menos o movimento trazia um ilusório vento.
Tentou fazer um leque improvisado com as mãos, mas isso só o cansou. Queria quase desistir de existir, e o fato é que parecia incrivelmente dificil pensar agora, lento e doloroso.
Se esticou ao máximo no chão gelado e não conseguia se decidir se devia virar a cabeça pra direita ou esquerda. Qual bochecha sentiria mais calor. Por alguma razão isso parecia de extrema importancia no momento.
Seus olhos começaram a ficar pesados e alguma coisa no seu cérebro começou formigou e ele pensou que seria uma má idéia dormir agora. Não conseguia se lembrar porque.
Ah sim! Aquilo!
Tarde demais, amanhã a gente conversa.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Judy, Carmem e Madge

"When you know the notes to sing
you can sing most anything "
Julie Andrews

Ás vezes perguntam porque ela faz. Por que se exaurir, com três, quatro shows por noite. Ela já não é tão nova e não consegue fazer tudo sozinha.
Drogas para dormir, drogas para ficar acordada, drogas para emagrecer,drogas pra se distrair, drogas para continuar vivendo.
Ela diria que é pra pagar as contas. Ela nasceu fazendo isso, é só isso que sabe fazer e ser arrimo de família é um hábito difícil de se perder. Porque quando você pensa que vai conseguir descansar por cinco minutos, quando você pensa que as coisas vão poder sair do seu controle e tudo vai ficar bem, é quando acontece.
Entrevistas, reportagens, livros. Irmão, mãe, sua própria filha.Ela é difícil, é ingrata, é louca. Eles nunca reclamam enquanto ela está trabalhando.
E se eles pedem perdão ela aceita, porque família é lar, e não há lugar como nosso lar. Isso é o que ela diz, pelo menos. O sangue é mais grosso.
Aqui, atrás da cortina, ouvindo o murmúrio, ou o grito, do público é que faz valer a pena. O tecido vermelho escuro é a única coisa que a separa do seu extâse.
O Paraíso é na Terra e se chama palco. E ela se pergunta como alguém sobrevive sem isso. Porque não existe substância ilícita melhor que a adrenalina da antecipação e não há maneira de ficar mais próximo de alguém do que quando você canta pra uma pessoa e somente pra ela.
E é por isso que seu ato é longo. Porque cada um ali tem uma música que é dele e ela tem que cantar pra todos. Porque é isso que ela faz melhor e ela é a melhor no que faz.
E não é preciso sapatinhos de rubi, balangãdas ou crucifixos. Ela já está em casa.

sábado, 19 de julho de 2008

Why so serious?

Então eu assisti Dark Knight e achei que foi um bom filme policial sobre o Harvey Dent que por acaso tinha o Batman e o Coringa no meio. E eu devo ser secretamente uma psicopata porque o meu personagem favorito foi de longe o Coringa e eu ria de tudo que ele falava ou fazia. Eu só queria dar um abraço nele. Fiquei toda decepcionada quando a policial latina era a traidora porque eu passei o filme todo achando que ela era Renne Montoya e na minha cabeça Renne Montoya=Questão, e eu tava louca pra ver o Questão no meio da historia, deixar o filme um pouco mais Noir. E eu estou convencida que esse Batman precisa do Robin, o Dick é claro, não o Tim, ele precisa de uma família desesperadamente, alguém, além do Alfred, que acredite nele sem nenhuma reserva. O próximo filme tem que ter a Mulher-Gato, uma vilã mais leve, que o Batman não se sinta todo culpado por não matar. Eu queria ver o Superman encontrando esse Batman, ia ser o mais engraçado, o Clark lá, não mas vc tem que agir dentro da lei e o Bruce mandando ele se fuder.

terça-feira, 1 de julho de 2008

assim

E é tipo como se eles tivessem dançando uma valsa, talvez seja isso mesmo. Mas essa nem é minha parte favorita. O legal é quando ele pega a mão dela e dois saem correndo pelo mundo, selvagens e jovens. E também quando ela ri, do outro lado da rua, e ele percebe que é pra ele.
-O nosso amor é tipo assim, épico.
-Okay, Logan.
-Quem?
Ele pisa nos pés dela e ela tem que conduzir. Será um tango? Ele grita com entusiasmo e ás vezes ela manda ele calar. Ás vezes ela grita junto. E essa é minha parte favorita.
Ela fica muito quieta e ele fica quieto também, por três segundos que seja, e pergunta o que está acontecendo e ela só olha e ele entende. E essa é a minha parte favorita.
-É tipo assim, daqueles que te fazem querer voar.
-E uma rosa por outro nome ainda terá o mesmo perfume?
-Bebeu?
E quem diria que era tão fácil aprender um paso doble. Pelo menos é isso que parece. Impressionante é quando ela não sabe, e ele tem que contar, mas é claro que ela não acredita, e é claro que no fim ele que está certo. E essa é minha parte mais preferida.
Mas sabe quando eles nem se impressionam mais um com o outro? Quando o fato dele ser fantástico, e dela ser fantástica, é natural? Essa é minha parte favorita.
E lembram quando eles se lembram que eles são fantásticos, e que nem todo mundo é assim? Essa é minha parte favorita.
Não, sinto muito, mas eles se recusam a dançar isso que eles chamam de salsa. Uma pouca vergonha, isso sim. Eles tem classe, afinal. E essa, bom, essa é minha coisa favorita.
E quando eles caem no tempo e espaço e brincam que são melhores amigos. Essa é minha parte predileta.
As vezes é tudo tão intenso e rápido que eles esquecem que se gostam e viram quase que inimigos. Os mais formidáveis dos inimigos, porque eles se conhecem tão bem. E essa é minha parte favorita.
E quando ele esquece de reparar nos sapatos dela. E quando ela amarra o nó da gravata dele. E quando os dois aparecem com um corte de cabelo novo e meio que se ressentem por isso, porque cara, eu queria muito que você ficasse focado no meu cabelo. Eu acho que essa é parte favorita do mundo inteiro.
Quando ela não para de falar. E ele perde a eloquência. Ela anda com o braço entrelaçado no dele, pra não perde-lo.
O final do giro que eles fizeram direito. Talvez tenha sido um bolero o tempo inteiro.
-Intrepído. Como Lois Lane e Superman.
Ela acha graça, porque ele não assiste muita tv.
-Por favor, é o século 21, como Clark e Chloe, pelo menos.
E essa é minha parte favorita.